Festival internacional em Manaus destaca a Amazônia como referência para o futuro da economia de impacto

Festival internacional em Manaus destaca a Amazônia como referência para o futuro da economia de impacto O Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) lançou, nesta sexta-feira, 19 de junho, sua nova campanha, acompanhada de uma identidade visual inédita e do posicionamento que marcará as próximas edições do evento: “O futuro aponta para o Norte”. Com programação prevista para os dias 3, 4 e 5 de novembro, em Manaus (AM), o festival reforça o protagonismo do bioma amazônico na construção de soluções para os desafios econômicos, sociais e ambientais do planeta, além de projetar a região como referência para uma nova economia baseada em inovação, impacto e sociobiodiversidade. A nova frase-manifesto representa um amadurecimento da trajetória do festival e do próprio debate sobre desenvolvimento na Amazônia. Reconhecido nas edições anteriores pelo conceito “Onde fazer fala mais alto”, o FIINSA passa a adotar uma mensagem que destaca o Norte não apenas como território, mas como uma grande fonte de conhecimento. O tema foi desenvolvido pela Felicidad Collective, sob a liderança de Tomás Correa e com a colaboração de Sarah Nahass e Raul Salgueiro. “O novo posicionamento expressa uma visão de futuro. Durante décadas, o mundo discutiu o potencial da Amazônia. Enquanto isso, a região continuou produzindo conhecimento, desenvolvendo tecnologias, fortalecendo comunidades, impulsionando negócios e demonstrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico, conservação ambiental e geração de impacto positivo. Quando afirmamos que o futuro aponta para o Norte, estamos dizendo que muitas das respostas para os desafios do nosso tempo já estão surgindo daqui”, destaca Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do evento. Já a nova identidade visual do FIINSA 2026 foi desenvolvida a partir do conceito criativo “Ver o mundo por outros olhos”, criado pela designer e ilustradora amazônida Malu Menezes. Reconhecida por suas criações vibrantes, que combinam fauna, flora e figuras humanas em composições contemporâneas e fluidas, a artista traduziu visualmente os valores do festival. A obra central da campanha apresenta uma personagem ribeirinha em escala monumental observando o mundo por meio de peixes amazônicos posicionados sobre os olhos. A imagem simboliza a capacidade de enxergar a realidade a partir das perspectivas construídas por povos e comunidades que vivem em profunda conexão com os rios, as florestas e os ciclos naturais do bioma amazônico. “A nova identidade visual do FIINSA traduz o espírito do festival: conectar diferentes atores em torno de soluções inovadoras para a Amazônia. Ao apresentar a região como fonte de conhecimento, oportunidades e novos modelos de desenvolvimento, reforçamos a importância de criar pontes entre empreendedores, investidores, comunidades e organizações comprometidas com a construção de uma economia mais inclusiva e regenerativa”, afirma André Vianna, diretor técnico do Idesam e um dos coordenadores do festival. Inspirada na sociobiodiversidade amazônica, essas iniciativas apresentadas pelo FIINSA 2026 visam representar a riqueza dos ecossistemas da região, os saberes tradicionais e o papel dos negócios de impacto na construção de soluções sustentáveis para o presente e o futuro. Últimos dias para garantir ingressos promocionais O lançamento da identidade visual e do novo posicionamento institucional do festival coincide com a reta final da pré-venda de ingressos promocionais, disponíveis até o fim de junho no Sympla. Durante três dias, o FIINSA oferecerá uma ampla programação com oficinas, debates, experiências imersivas, conexões estratégicas e oportunidades de negócios voltadas à bioeconomia e aos investimentos de impacto. Os participantes podem escolher entre duas modalidades de ingresso. O Lote Semente, no valor de R$ 280, garante acesso à programação dos dias 4 e 5 de novembro, realizada no Manaus Plaza Centro de Convenções, incluindo almoço, coffee break, certificado oficial de participação e happy hour especial com open bar. Já o Lote Raiz, disponível por R$ 350, oferece uma experiência mais completa, com acesso às atividades dos dias 3, 4 e 5 de novembro. Além dos benefícios do Lote Semente, a modalidade inclui participação no coquetel de abertura e em vivências exclusivas em iniciativas que movimentam o ecossistema de impacto de Manaus, programadas para o dia 3 de novembro. Para saber mais, acesse: fiinsa.org.br. Mais sobre o FIINSA O Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus. Conta com o patrocínio do Fundo Vale, Grupo Trigo, CNP Seguradora, além do apoio da AIC, Bemol e Bezos Earth Fund, e parceria com o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e coordenado pelo IDESAM.

Maior festival de negócios de impacto da Amazônia abre pré-venda para edição 2026 

Maior festival de negócios de impacto da Amazônia abre pré-venda para edição 2026  Considerado um dos principais eventos sobre o futuro dos produtos e empreendedores das florestas e rios amazônicos, o Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) lançou, nesta semana, a pré-venda dos ingressos com condições especiais para a edição de 2026, que acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de novembro, em Manaus. Mais do que um festival, o FIINSA se consolidou como um espaço onde a Amazônia apresenta suas próprias respostas para temas como bioeconomia, inovação, empreendedorismo, investimentos sustentáveis e desenvolvimento territorial. Em um mesmo ambiente circulam desde investidores internacionais até empreendedores da floresta que transformam saberes tradicionais e biodiversidade em produtos de alto valor agregado. É o caso de iniciativas que levam ao Mercado FIINSA chocolates de origem amazônica, cosméticos naturais produzidos a partir de óleos vegetais da floresta, biojoias, alimentos sustentáveis e negócios comunitários que unem geração de renda e conservação ambiental. Ao longo das edições, o festival também se fortaleceu como vitrine para startups de impacto, cadeias produtivas sustentáveis e soluções inovadoras conectadas aos territórios amazônicos. Um dos organizadores do evento e cofundador do Impact Hub Manaus, Marcus Bessa, destaca que entre as novidades desta edição está a mudança de local. “O FIINSA 2026 será realizado no Manaus Plaza Centro de Convenções, localizado na principal avenida da cidade, a Djalma Batista, garantindo mais acessibilidade e ampliando os espaços de interação, networking e experiências para os participantes. O festival vem crescendo a cada edição e se consolidando como um dos principais encontros sobre bioeconomia, negócios de impacto, inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Estamos construindo uma programação diversa, conectando investidores, startups, comunidades amazônicas, pesquisadores, grandes empresas e pessoas que realmente estão gerando impacto positivo nos territórios e transformando a floresta em oportunidade, renda e soluções para o futuro”, comenta Marcus Bessa.  A programação contará com palestras, painéis temáticos, rodadas de negócios, sessões de pitch, feira de empreendedorismo, startups, atividades voltadas à geração de conexões estratégicas entre diferentes setores, ações culturais e muito mais. “Mais do que um evento, o FIINSA é um espaço de construção coletiva. A cada edição conseguimos reunir diferentes perspectivas para pensar caminhos concretos de desenvolvimento para a Amazônia, sempre a partir dos territórios e das pessoas que vivem na região. Em 2026, queremos ampliar ainda mais essas conexões e fortalecer oportunidades reais de investimento e impacto positivo na floresta”, destaca André Vianna, diretor técnico do Idesam e um dos coordenadores do festival. Ingressos Os ingressos para o FIINSA 2026 estão disponíveis em pré-venda promocional em duas modalidades. O Lote Semente, tem o valor de R$ 280 e dá acesso aos dias 4 e 5 de novembro, no Manaus Plaza Centro de Convenções, e inclui almoço e coffee break, certificado oficial e happy hour especial com open bar. Já o Lote Raiz tem o valor de R$ 350, garantindo acesso aos dias 3, 4 e 5, incluindo almoço e coffee break, certificado oficial e happy hour especial com open bar, além do coquetel de abertura e vivências em iniciativas que movimentam o ecossistema de impacto em Manaus no dia 3 de novembro. Mais sobre o FIINSA O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam e Impact Hub Manaus. Possui patrocínio do Fundo Vale, Grupo Trigo, CNP Seguradora e Fundo Order, além do apoio a AIC, Bemol e Bezos Earth Fund.

Ebook gratuito que incentiva a construção de uma nova economia para a Amazônia é lançado pelo FIINSA

O Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) – Edição Especial COP30 consolidou-se como um espaço estratégico para a construção de uma nova economia para a região amazônica. Realizado em Belém (PA), o evento reuniu empreendedores, comunidades tradicionais, investidores, representantes do setor público e organizações da sociedade civil para debater caminhos concretos rumo a uma bioeconomia que gere renda, preserve a floresta e fortaleça os territórios amazônicos. Todo esse conteúdo foi reunido em um ebook, lançado nesta semana e disponível gratuitamente no site: fiinsa.org.br/. O documento reforça como a programação, composta por painéis, rodas de conversa e atividades colaborativas, abordou temas como protagonismo comunitário, sociobioeconomia, investimentos de impacto, inovação orientada pelo território, juventude, cultura, tecnologia, inteligência artificial e os desafios estruturais para que a Amazônia deixe de ser vista como promessa e seja reconhecida como realidade econômica. Ao final, as discussões convergiram para um ponto comum: o desenvolvimento para a Amazônia só é sustentável quando nasce da floresta, respeita o tempo dos territórios e valoriza os saberes de quem vive neles. Toda essa construção está registrada no ebook do FIINSA COP30 (https://fiinsa.org.br/wp-content/uploads/2026/02/ebook.pdf). O documento reúne os principais debates, reflexões e entrevistas exclusivas com participantes desta edição, além da carta “Da Amazônia para o Mundo” – documento cocriado por mais de 430 participantes, com propostas e soluções para uma nova economia amazônica. Na visão dos organizadores do evento, o ebook amplia o alcance e fortalece o legado dessa edição especial. “Realizar o FIINSA no primeiro dia da COP30, no dia 10 de novembro de 2026, foi uma escolha simbólica e estratégica. Queríamos abrir esse espaço global mostrando que a Amazônia não entra na conversa apenas como tema, mas como território que já constrói respostas, experiências e soluções concretas para os desafios do clima e da economia”, afirmou Marcus Bessa, cofundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do evento.  Na mesma linha, André Vianna, outro cofundador do evento e diretor técnico do Idesam, destaca que o conteúdo reforça o protagonismo de quem vive nos territórios na construção de uma nova forma de pensar e agir sobre a Amazônia. “O FIINSA evidenciou que a economia da Amazônia deve ser liderada por quem vive na floresta. O ebook sistematiza esse conhecimento coletivo e amplia o diálogo com investidores, formuladores de políticas públicas e a sociedade, em um momento-chave para o futuro do planeta”, ressalta.  Mais sobre o FIINSA O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) foi uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus, com correalização do CESUPA. Possui patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund, Bemol, CNP Seguradora e Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da Suframa. O apoio é feito pelo Instituto Sabin, Bezos Earth Fund, Carbon Disclosure Project (CDP) e Amazon Investor Coalition. São parceiros o Projeto Saúde e Alegria, Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio), Rede Amazônidas pelo Clima (RAC), Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), Instituto Arapyaú e Casa Amazônia.

A participação da MJV no FIINSA abordou os futuros possíveis para a Amazônia 2030

A MJV participou ativamente, por meio de uma oficina temática, da 2a edição do Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), realizado em Manaus entre os dias 29 e 30 de novembro de 2022. A Metodologia de Design de Futuros e a abordagem de Sustentabilidade aplicadas pela MJV têm tudo a ver com os desafios que permeiam o futuro da Amazônia. Quando falamos em redesenhar o mundo a caminho da sustentabilidade e pensar em soluções para o futuro da Amazônia que incluam a redução do desmatamento com responsabilidade social e inclusão dos povos originários, as ferramentas de futuros se encaixam perfeitamente. Não se pode criar algo que ainda não foi imaginado e essas metodologias ajudam a estimular a imaginação, além de viabilizar a criação de cenários e novas possibilidades de futuro que ajudam a construir, de fato, um caminho em direção à sustentabilidade. De acordo com Murillo Albanez, Líder em Design de Futuros da MJV, o design de futuros e a sustentabilidade são complementares. Não é possível criar um futuro melhor sem levar em conta a sustentabilidade. Existe, atualmente, a necessidade de construir uma visão única da Amazônia. Um plano de desenvolvimento que inclua os diversos players da região, os povos originários, governos, empresas e a sociedade civil. Essa visão única traria uma governança para amarrar frentes como: responsabilidade pela captação, destinação e aplicação de recursos, desenho de políticas públicas, gestão dos recursos naturais, preservação da mata, dentre outras. E, com isso em vista, a MJV acredita na importância de trabalhar de forma colaborativa e no potencial que as metodologias de facilitação da inovação têm para superar gargalos de comunicação e tornar as dinâmicas de trabalho na região mais efetivas. Durante o FIINSA 2022, a empresa promoveu uma oficina prática chamada “Futuros possíveis – Amazônia 2030”. O encontro teve como objetivo fomentar uma reflexão sobre diversas visões desejáveis de futuros para a Amazônia em 2030 e quais ações devem ser tomadas para promovê-las. A discussão aconteceu em torno de 4 principais temas: Bioeconomia, Povos Originários, Urbanização Sustentável e Desmatamento e Conservação. O grupo de participantes era bastante variado – de ativistas indígenas a líderes empresariais. E para cada um dos temas, os participantes imaginaram uma visão de futuro desejável, discutiram os principais pesos que os prendiam ao passado e pensaram em algumas soluções que ajudassem a superar esses pesos e a viabilizar os futuros imaginados. Através de um fluxo de ricas discussões e trocas, várias conexões de soluções e organizações aconteceram durante e por causa do workshop. Os resultados das atividades de codesign serão compilados em um Relatório de Tendências para a região amazônica a ser lançado em 2023 pela MJV e pelos coorganizadores do festival.

PPA participa de festival de investimentos de impacto socioambientais na Amazônia

Nos dias 29 e 30 de novembro a equipe PPA esteve presente em Manaus, capital do estado do Amazonas, para o 2° Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia (FIINSA), promovido pelo Idesam e Impact HUB Manaus. O evento proporcionou  integração e trocas entre empreendedores, investidores, organizações da sociedade civil e outros atores que fazem parte do ecossistema de impacto na região. Entre as diferentes atividades, destacaram-se  painéis e debates sobre principais caminhos, oportunidades e desafios para o desenvolvimento do setor de impacto amazônico, a bioeconomia e o futuro da maior floresta tropical do planeta. A programação do 2º FIINSA foi organizada em cinco trilhas temáticas: Estruturando o ecossistema; Financiamento e acesso a capital; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI); Comunidades e Desafios do empreendedorismo. Dentro da trilha “Estruturando o ecossistema”, o Secretário Executivo da PPA, Augusto Corrêa, integrou a mesa de painelistas junto à Marco Van der Ree (Instituto Conexsus), Janice Maciel (Fundação CERTI) e Alexandre Mori (Floresta Hub), no diálogo intitulado “Dinamizadores do ecossistema de impacto: o papel das intermediárias”.  No painel, a PPA expôs alguns dados importantes extraídos do Mapeamento Caminhos para a Amazônia, o qual também teve destaque na exposição física do local. “Essa questão das organizações dinamizadoras na Amazônia é algo muito recente, é um ecossistema que está se construindo. As organizações têm um pouco mais de dois anos. Então, vários dos desafios que a gente enfrenta é por falta de experiência, maturidade e vivência”, cita Augusto Corrêa sobre as dificuldades apontadas no ecossistema da região. E completa: “Há necessidade que essas organizações dialoguem, que conversem entre si e compartilhem desafios. Apesar da concorrência e disputa pelo recurso, às vezes a cooperação e saber como cada um pode fazer melhor o seu papel, sendo complementares dessa forma. E finalizamos falando sobre o papel dos financiadores, sobre como eles conseguem enxergar mais as pontes e sinergias, além de estabelecer seus pontos de diálogos entre os diversos dinamizadores, assim como a PPA já faz”.  Para a Coordenadora de Projetos da PPA, Juliana Simionato, o evento foi um importante espaço para estabelecimento de diálogos, trocas e entendimentos, contribuindo para que diversas instituições locais pensem e elaborem questões a respeito do ecossistema. “A programação, elaborada considerando uma série de painéis e oficinas, trouxe alguns aprofundamentos necessários para temáticas atuais e importantes como: desafios e avanços no fortalecimento da bioeconomia, novas formas de investimento, acesso a mercados, impacto e geração de renda local. O evento também contou com a presença de atores relevantes e diversos, entre organizações comunitárias e startups, investidores e dinamizadores do ecossistema de impacto.” contou a Coordenadora. 

A importância do FIINSA para a Marjom

O segmento moveleiro tem um grande papel junto aos debates promovidos no 2º FIINSA, sobre a importância dos negócios de impacto para a região amazônica. Em um setor que tem no rol de sua matéria prima produtos com alto impacto ambiental, atuar com responsabilidade sem perder de vista o desenvolvimento e abertura econômica da Amazônia para o resto do mundo é urgente e imprescindível.  Aliar crescimento com preservação ambiental sempre foi um valor fundamental da Marjom. A participação no 2º FIINSA potencializou as possibilidades de compreensão e ação no âmbito de nosso negócio, gerando ações a curto, médio e longo prazo.  Atualmente a Marjom já atua utilizando, por exemplo, soluções como madeira de reflorestamento em 100% de sua linha produtos; energia limpa por meio de painéis solares e descarte responsável de resíduos com reaproveitamento, tudo isso mantendo o alto padrão de qualidade dos produtos Marjom. Destarte, o evento promoveu a compreensão primordial de que apostar em soluções sustentáveis é um investimento estratégico no contexto atual, que fomenta toda uma cadeia de crescimento e desenvolvimento que abrange tanto estruturas quanto pessoas, num ciclo promissor de economia sustentável, revelando para o mundo que soluções fundamentais para os problemas do planeta encontram-se incubadas nos meandros da floresta, aguardando a coragem e o olhar criativo de investidores e articuladores dos negócios de impacto.  Destacamos ainda, como um ponto alto do 2º FIINSA, o consenso em todos os painéis promovidos a respeito da necessidade do protagonismo do homem e das empresas locais na construção de soluções, modelos de negócio e alternativas sustentáveis para a região amazônica. Sem desvalorizar investimentos e ideias de outros agentes econômicos e sociais externos, é imprescindível fomentar espaços de debate e exemplos que valorizem, estimulem e promovam a criatividade dos sujeitos e negócios radicados na região, como tendo total legitimidade e enraizamento na complexidade local, para pensá-la como um celeiro de oportunidades e soluções. A Marjom orgulha-se de fazer parte da construção do 2º FIINSA e parabeniza todos os participantes e investidores do evento.

Olhar as pessoas, olhar a floresta: o investimento em ESG da Coca-Cola Brasil na Amazônia

A segunda edição do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (Fiinsa), realizada em Manaus, trouxe para a discussão temas de relevância para o desenvolvimento sustentável da Amazônia dentro do ecossistema de impacto e bioeconomia regional. Um ambiente que reuniu pessoas e marcas que atuam na região para gerar desenvolvimento econômico e social para as populações locais.  Nós, da Coca-Cola Brasil, aproveitamos a oportunidade para partilhar experiências, perspectivas para o desenvolvimento de uma nova economia, os desafios para fomentar negócios, e, principalmente, trazer um olhar para os investimentos em ESG – sigla, em inglês que corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização – que geram impacto social e econômico na vida de homens e mulheres no Amazonas, Estado em que atuamos há mais de 30 anos.   Sabemos que desenvolver econômica e socialmente as populações na Amazônia ainda é um desafio para todos os atores envolvidos no processo, mas muito mais para as populações que ocupam essa região. O território e sua rica biodiversidade oriunda da floresta encontram barreiras para uma nova economia e até mesmo para desenvolver atividades já iniciadas e com potencial econômico. É por isso que a Coca-Cola Brasil, por meio do programa “Olhos da Floresta”, busca fazer a diferença na vida das comunidades onde atua.  Ao longo dessa trajetória de atuação na região, nossas iniciativas têm sido focadas em contribuir para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e para a diminuição das desigualdades locais. Estamos presentes na capital – com a Recofarma, nossa fábrica de concentrados, e com a Solar Coca-Cola, nosso fabricante – mas, principalmente, no interior do Estado levando ações de impacto para homens e mulheres que atuam na cadeia do guaraná em mais de 124 comunidades.  Essa presença, que tem sua principal atuação com o programa “Olhos da Floresta”, fomenta o desenvolvimento econômico tanto na geração de emprego e renda – mais de 14 mil postos de trabalho -, quanto no desenvolvimento social e sustentável da região. Por meio dele, buscamos atuar na melhoria da produção, comercialização, rastreabilidade e certificação do guaraná do Amazonas, levando assistência técnica para os produtores, boas práticas, fortalecimento das Associações e Cooperativas e remuneração justa. Em 2016, em parceria com o Imaflora, a Coca-Cola Brasil criou o programa com investimentos para fomentar a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico do Amazonas apoiando o pequeno produtor. Quando começamos, o programa era apenas um piloto e contava com quatro municípios. A primeira safra de guaraná foi comercializada dois anos depois, em 2018. Hoje presente em 17 municípios – Apuí, Autazes, Borba, Canutama, Humaitá, Iranduba, Itapiranga, Manacapuru, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Presidente Figueiredo, Silves, São Sebastião do Uatumã e Urucará-, podemos dizer que o programa tem como principal ingrediente as pessoas e atua sob a ótica de “olhar as pessoas, olhar a floresta”. O olhar para as necessidades das pessoas dentro do negócio está fortemente presente dentro do programa. Dos 17 municípios que integram o “Olhos da Floresta”, quatro deles abrigam Unidades de Conservação (UCs), na qual produtores e guardiões da floresta cultivam o guaraná, sendo elas: a Área de Proteção Ambiental (APA) da Margem Direita do Rio Negro, em de Novo Airão; na Floresta Nacional (Flona) Pau Rosa, em Nova Olinda do Norte; na Área de Proteção Ambiental Caverna do Maroaga, em Presidente Figueiredo; e na Floresta Estadual (FES) de Maués. São comunidades mais isoladas e que estão à margem do mercado, muitas vezes sem acesso nem mesmo à estrutura logística. Entender as demandas dessas famílias que cultivam o fruto e preservam a floresta faz parte da nossa atuação na região.  Para gerar impacto nessas e em outras famílias espalhadas pelos 17 municípios de atuação do programa, a Coca-Cola Brasil aposta no empoderamento dos produtores de guaraná com ações e programas de inclusão social, geração de renda e uso racional dos recursos naturais.  Esses são alguns dos pilares do programa, que incentiva, ainda, a adoção de práticas agroecológicas que utilizam os agroecossistemas como unidade econômica integrada ao território. Este método de agricultura regenerativa leva em consideração as dimensões ecológicas, sociais e culturais para a produção do fruto, combinando culturas agrícolas e espécies florestais em um mesmo espaço, recuperando áreas alteradas e repropondo uma alternativa para o monocultivo – sistemas agroflorestais (SAFs). O “Olhos da Floresta” fomenta a organização social dos produtores, fortalece a comercialização do fruto (via Cooperativas e Associações), apoia a ampliação da produção e a melhoria das condições de trabalho e estimula a expansão de mercado para os produtos originados do guaraná. São conquistas e avanços importantes que fomentam o desenvolvimento sustentável da região e ajudam a diminuir as desigualdades locais.  Os resultados do programa são fruto de um trabalho de um time dedicado em usar a força da marca e a capilaridade da companhia para fazer a diferença na vida de homens e mulheres amazônicas. Mas, principalmente, desse olhar de atuação conjunto que conta com a participação das famílias produtoras do fruto no desenvolvimento da cadeia do guaraná na região. Com isso, nossas ações impactam diretamente na proteção de milhares de quilômetros de floresta que abrigam nossa rica biodiversidade.  Entendemos que é preciso dialogar sobre as demandas da região, mas, principalmente, ter um olhar atento ao que as pessoas realmente precisam. Ao aportar os investimentos ambientais da empresa nessa região, procuramos conectar muitas parcerias entre sociedade civil, iniciativa privada e governo para permitir a ampliação do nosso impacto na região. Temos muito claro que, sozinhos, não teríamos os resultados que alcançamos. Por isso, nossa provocação para todos é: vamos juntos “olhar as pessoas, olhar a floresta” e suas necessidades para fazermos a diferença? João Carlos dos Santos Jr. – Head do programa Olhos da Floresta da Coca-Cola Brasil e agrônomo especialista em agricultura sustentável na Amazônia

Segunda edição do FIINSA reuniu quase 600 pessoas em Manaus para debater investimentos de impacto e negócios sustentáveis na Amazônia

Realizado nos dias 29 e 30 de novembro, o 2º FIINSA (Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia) reuniu empreendedores, investidores, organizações da sociedade civil e outros atores que atuam para o desenvolvimento de uma economia mais sustentável para a região, que valoriza a floresta em pé e gera renda para as populações. Realizado pelo Idesam e pelo Impact Hub Manaus, o evento trouxe, em dois dias de programação, 29 painéis, 4 oficinas e uma sessão de pitch, onde negócios selecionados pela AMAZ aceleradora de impacto apresentaram seus negócios a investidores. Ao todo, participaram do FIINSA 572 pessoas e 134 painelistas. O público mais do que dobrou em relação à primeira edição do Festival, realizada em 2018.  58% do público participante veio de Manaus, seguido por cerca de 13% de São Paulo. Havia participantes também de Belém, Rio Branco, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis e Piracicaba. Um dos objetivos do evento foi promover o debate sobre soluções para a Amazônia na própria região. Muitos eventos deste tipo acontecem no sudeste do país, e o FIINSA mudou o eixo de localização e proporcionou conexões com a diversidade amazônica e suas particularidades. O evento trouxe, além do conteúdo gerado pelos debates nos painéis, oportunidades de encontro e de negócios para os participantes.  “Essa segunda edição do FIINSA cumpriu seu papel e nos surpreendeu com a quantidade de público e com a qualidade dos debates promovidos ao longo desses dois dias. Foram muitas conexões, contato direto com empreendedores e empreendedoras que atuam na Amazônia sob a lógica de manter a floresta em pé, com produtos e serviços que essa economia já gera. Os resultados são a consolidação de recomendações estratégicas para fortalecer o ecossistema de negócios de impacto na região amazônica”, analisa Mariano Cenamo, diretor de novos negócios do Idesam e CEO da AMAZ aceleradora de impacto. Cenamo destaca a importância dessa agenda não só para a Amazônia, mas para o Brasil, à medida que o país assumiu compromissos fortes na redução de emissões na COP27 do Clima, e o fomento e a estruturação do ecossistema de impacto é muito importante para a consolidação desses resultados:  “Não é possível atingir esses compromissos se não construirmos uma economia que a região precisa, para promover prosperidade e desenvolvimento com a conservação de florestas e a redução de desigualdades. O FIINSA pode ser considerado um pontapé inicial, um centro de ebulição intelectual em torno das soluções que precisamos construir para trilhar esse caminho. Além disso, na prática, promovemos conexões muito fortes e buscamos inspirar uma geração de empreendedores presentes ao Festival, por meio de exemplos que já estão sendo consolidados por empreendimentos de impacto na região.” Juliana Teles, do Impact Hub Manaus, avalia que o FIINSA foi também um espaço para que pessoas que atuam no desenvolvimento desses negócios se encontrassem e se reencontrassem, já que foi o primeiro grande evento pós-pandemia. A segunda edição do Festival estava programada para 2020 e só agora pode se concretizar em função da melhoria das condições sanitárias trazidas pela covid-19 ao país. “Tivemos muito conteúdo, mas também muita celebração. O FIINSA já se consolida como o maior ponto de encontro de empreendedores e investidores, organizações de suporte como incubadoras, aceleradoras, universidades, ONGs e até mesmo órgãos de governo e organizações de fomento para discutir os desafios e as oportunidades para o fortalecimento do ecossistema de negócios da região.  O papel do Festival é justamente esse, de traçar os caminhos, o mapa para a consolidação desse cenário”, avalia Juliana.  Conteúdos e conexões Durante a segunda edição do FIINSA foram debatidos temas em cinco trilhas: Estruturando o ecossistema; Financiamento e acesso a capital; Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I); Comunidades; e Desafios do empreendedorismo.  Lideranças indígenas e ribeirinhas, empreendedores, investidores, grandes empresas, academia e organizações da sociedade civil debateram, lado a lado, temas como contextos e futuros amazônicos, modalidades de financiamento para negócios de impacto, investimento em pesquisa e desenvolvimento, estruturação de cadeias produtivas, acesso a mercados, grandes marcas como aliadas na valorização da floresta e de povos tradicionais,  comunidades, turismo de base comunitária e indo até restauração florestal, mercado de carbono, Web 3.0, grandes empresas e ESG, negócios comunitários, o papel de incubadoras e aceleradoras, dentre outros. Todos os espaços do FIINSA foram pensados para estimular as conexões, desde a área destinada à alimentação e ao descanso, com redário e mesas coletivas, até o local onde foram servidos os cafés ao longo do dia. Produtos amazônicos sustentáveis de mais de 40 negócios participaram do mercado amazônico, que movimentou mais de R$ 45 mil em vendas diretas.  Essa ‘arquitetura’ do evento favoreceu os encontros entre os diversos atores participantes, proporcionando espaço muito propício à troca e até mesmo à realização de negócios.  A próxima edição do FIINSA, prevista para 2024, deverá ter o mesmo espírito: conectar toda essa diversidade de atores que pensam, fomentam e agem para colocar em marcha um desenvolvimento mais sustentável para a Amazônia.  Realizado pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e pelo Impact Hub Manaus, o 2º FIINSA foi correalizado pela AMAZ aceleradora de impacto, Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e Uma Concertação pela Amazônia. Teve patrocínio do Fundo Vale, Instituto Clima & Sociedade (iCS), Partnerships For Forests, Uk Government, Amazon Investor Coalition, Fundo JBS pela Amazônia, Americanas S.A, SAP, Instituto Sabin, GBR, Coca-Cola Brasil, Swarivski, MJV, GIZ Cooperação Alemã e Marjom, além do apoio de vários parceiros como Jornada Amazônia, Parceiros pela Amazônia e Rede Amazônica. Para mais informações acesse dev99.fiinsa.org.br. 

2º FIINSA aborda desafios e oportunidades para o desenvolvimento de negócios sustentáveis na Amazônia

Primeiro dia do evento reuniu empresários, lideranças indígenas e comunitárias e investidores para falar sobre o ecossistema de impacto da região Painéis com discussões sobre o futuro da Amazônia, desafios e problemas da região e os possíveis caminhos para o desenvolvimento de uma nova economia foram o destaque do primeiro dia do 2º FIINSA (Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia). O evento, que tem o objetivo de contribuir para o fortalecimento do ecossistema de impacto amazônico, segue até nesta quarta-feira (dia 30), no Studio 5 Centro de Convenções. Saiba mais em dev99.fiinsa.org.br. Na programação do festival, estão previstas palestras, oficinas práticas, sessões de pitch, lançamento de projetos, feira de negócios, mercado com produtos sustentáveis da Amazônia e estande  de parceiros. A abertura do evento contou com a recepção do diretor de novos negócios do Idesam e CEO da AMAZ, Mariano Cenamo, e da cofundadora do Impact Hub Manaus, Juliana Teles. O líder indígena Tashka Yawanawa fez uma ‘bendição’ para o início do festival.  Amazônia Viva O 2º FIINSA se iniciou oficialmente com a participação do co-fundador e co-presidente do conselho da Natura &Co, Guilherme Leal. Investidor de impacto com experiência em empreendedorismo com impactos positivos, reforçou a importância da participação de atores múltiplos e diversos para a construção de novos modelos de negócio na floresta.  “Temos um sonho grande para a Amazônia, e isso só se dá quando nos juntamos com pessoas diversas e os atores locais assumem o protagonismo do enfrentamento dos desafios da região. Acredito que a Amazônia é a maior oportunidade para o Brasil criar um modelo de negócio sustentável, e isso só é possível através da inclusão social, e do desenvolvimento econômico. Não existe agenda verde sem melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirmou Leal.  Em seguida, o primeiro painel do dia trouxe o tema ‘Visão de futuro para a Amazônia e para o Brasil’. Os moderadores Mariano Cenamo e Juliana Teles guiaram os convidados por temas como sonhos para a Amazônia na próxima década, empreendedorismo indígena e prosperidade na região.  “Estamos numa região de superlativos, em um dos maiores patrimônios da humanidade, mas que infelizmente não gera dividendos para quem vive aqui”, comentou o painelista Denis Minev, diretor-presidente da Bemol. “Isso se dá pelo baixo grau de desenvolvimento dos nossos ‘cérebros’. Não foi investido aqui [na Amazônia]. Ninguém se desenvolve sem produtividade, e essa produtividade vem do empreendedorismo. É inspirador que tantos empreendedores estejam aqui nesse evento […] Meu sonho para a Amazônia é que esse futuro, que todos sabemos ser possível, não precise aguardar até 2100 para acontecer”, completou. A segunda painelista foi a cacica da aldeia Kaarimã e empreendedora social, Juma Xipaia. Ela destacou o papel dos povos indígenas na manutenção da floresta em pé e na construção da Amazônia do futuro. “Temos a Amazônia viva porque existem povos diversos que vivem nela e a defendem com suas próprias vidas. Esse é o futuro que sonhamos, uma Amazônia viva com suas culturas e saberes”, declarou a liderança.  Na temática de empreendedorismo sustentável, ela citou a experiência das comunidades da Terra do Meio, que participam ativamente do início ao fim do processo empreendedor. “Somos donos do próprio negócio. Não basta envolver, é preciso ter participação direta das comunidades tradicionais. Não somos objetos de pesquisa e comercialização, temos total capacidade de entender e empreender”, ressaltou Juma. O chairman da G2D Investments e da GP investment, Fersen Lambranho, falou sobre a importância da revolução digital para o alcance de um futuro sustentável. “O digital vai permitir desmaterializar a ‘parafernália’ que a humanidade criou, e isso vai permitir que a floresta ‘refloreste’ o globo e o Brasil inteiro. Precisamos nos perguntar como o bioma mais importante do planeta vai participar da solução para reflorestar o globo. Se nós, de dentro da Amazônia, não formos capazes de construir isso, quem será?”, instigou. Desafios da realidade O segundo painel do FIINSA trouxe o tema ‘Choque de realidade: tempos difíceis em meio a violência e alta do desmatamento’. A presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell, moderou a palestra e trouxe dados preocupantes sobre a questão fundiária, o desmatamento e o crescimento da violência na Amazônia, fatores que impactam a manutenção da floresta e os negócios sustentáveis.  O coordenador da ONG Projeto Saúde & Alegria, Caetano Scanavinno, falou sobre o “problema do ilegalismo que permeia as operações na Amazônia” e que representa um desafio para o desenvolvimento sustentável. Ele também reforçou o respeito aos povos tradicionais e o cuidado ao selecionar parceiros para empreendimentos na região. “Tem muita gente que quer ajudar, mas esse não é só um trabalho solidário. Estamos lidando com povos dignos, que têm mais a ensinar do que nós. […] Não é só manter a floresta em pé, mas trazer o modo de vida desses povos para cá. Nacionalizar a Amazônia e amazonizar o mundo são os desafios”, ponderou o empreendedor social.  A ativista ambiental ribeirinha Odenilze Ramos trouxe os desafios do ativismo na Amazônia. “Se a Amazônia fosse um país, seria um dos piores para os ativistas ambientais viverem. Quem se torna ativista coloca um alvo na testa, e os povos originários não têm escolha, pois sabem que se não formos à luta por nossos territórios, perderemos quem somos, a nossa cultura, e tudo o que construímos […] Precisamos olhar para frente com otimismo, porque se desistimos, será um a menos na luta”, declarou.  Em sua fala, o líder Tashka Yawanawa refletiu sobre os impactos das degradações sobre os povos indígenas e a resistência deles. “Nós sentimos as mudanças climáticas primeiro porque dependemos da floresta para viver. Toda vez que a chuva atrasa ou chove demais, os mais afetados são os povos indígenas. Por isso nossa luta é incansável. Todos os dias nossa luta se soma para preservar a Amazônia não apenas para nós, mas para toda a humanidade. São os que mais tem dedicado sua vida para proteger a floresta, porque entendemos ela, porque dentro dela existe uma sabedoria milenar, toda uma ciência. Nós  temos exercido uma função importante

Em Manaus, evento promove conexões e debates sobre bioeconomia e negócios de impacto na Amazônia

2º FIINSA traz uma programação que conecta uma diversidade de pessoas e organizações para debater caminhos, desafios, oportunidades e soluções Nos dias  29 e 30 de novembro, acontece em Manaus (AM) o 2º FIINSA (Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia). O evento tem o objetivo de reunir empreendedores, investidores, dinamizadores do ecossistema de negócios como aceleradoras e incubadoras, fundos de investimento, agências de fomento, ONGs, associações, cooperativas, lideranças indígenas, ou seja, todo mundo que está envolvido com o desenvolvimento sustentável na Amazônia, para debater caminhos, oportunidades e desafios para o desenvolvimento do ecossistema de impacto amazônico, a bioeconomia e o futuro da floresta. Será um grande encontro para discutir a Amazônia a partir da própria região. Explorar caminhos já trilhados e outros ainda possíveis no desenvolvimento e escala de negócios que geram impactos positivos para a floresta e suas populações. A programação está dividida em trilhas: Estruturando o ecossistema; Financiamento e acesso a capital; Pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I); Comunidades; e Desafios do empreendedorismo. As atividades incluem palestras, oficinas práticas, sessões de pitch, lançamento de projetos, mercado com produtos sustentáveis da Amazônia e estandes de parceiros.  O FIINSA será realizado no Studio 5 Centro de Convenções, localizado no bairro Aleixo. O evento é presencial e a participação só é possível para aqueles que fizeram inscrição prévia. O festival é uma realização do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e Impact HUB Manaus. “É com muita alegria que retornamos com a segunda edição do FIINSA que, mais uma vez, se propõe a ser um ponto de encontro para empreendedores, investidores, organizações, comunidades e todos aqueles que acreditam e buscam por novos modelos de economia e negócios com impacto positivo para a Amazônia. É uma oportunidade para conhecer e incentivar novos empreendimentos sustentáveis e fomentar o nosso ecossistema de impacto”, afirma o diretor de novos negócios do Idesam e CEO da AMAZ, Mariano Cenamo. O 2º FIINSA debaterá uma diversidade de temas nos dois dias de evento, reunindo palestrantes de quase 100 organizações em mais de 20 painéis e mesas temáticas. Os temas debatidos vão desde realidade e visão de futuro para a Amazônia, passando por modalidades de financiamento para negócios de impacto, investimento em pesquisa e desenvolvimento, estruturação de cadeias produtivas, acesso a mercados, grandes marcas como aliadas na valorização da floresta e de povos tradicionais,  comunidades, turismo de base comunitária e indo até restauração florestal, mercado de carbono, Web 3.0, grandes empresas e ESG, negócios comunitários, o papel de incubadoras e aceleradoras, dentre outros. O evento oferece também oficinas práticas aos participantes: “Mecanismos de incentivo fiscal para projetos sustentáveis: recursos incentivados para fomento de uma economia limpa na Amazônia Legal”, realizada pela Rede Igapó – Projetos Incentivados da Amazônia; que tem como objetivo gerar resultados práticos e apoiar diretamente os negócios, facilitando o acesso a recursos e oportunidades de financiamento; “Cenários futuros possíveis – Amazônia 2030”, promovida pela MJV Technology & Innovation, que irá olhar para astendências e possíveis cenários de desenvolvimento para a Amazônia; e a Oficina de Projetos para o PPBio (Programa Prioritário de Bioeconomia), iniciativa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e coordenado pelo Idesam com o intuito de captar recursos de investimentos obrigatórios em P&D (Lei de Informática) para geração de novos produtos, serviços e negócios para a bioeconomia amazônica. Um mercado de produtos que geram impactos positivos para a Amazônia oferece aos participantes a possibilidade de contato direto com empreendedores, produtos e serviços que já são uma realidade na Amazônia. Sobre o FIINSA A primeira edição do FIINSA aconteceu em 2018, reuniu mais de 250 pessoas e mobilizou 64 palestrantes e moderadores, cinco painéis principais e 12 paralelos. Foram investidos R$ 1,1 milhão em quatro negócios de impacto durante a rodada de investimentos. Para a segunda edição, que só foi possível pós-pandemia de covid-19, são esperados mais de 500 participantes. Um dos objetivos do festival é também proporcionar diferentes espaços de conexão e colaboração, tanto por meio das sessões oficiais quanto de outras atividades e até do próprio espaço do festival. “Há quatro anos, até a realização do Festival, pouco se falava de negócios como alternativa para controlar o desmatamento. O grande mérito da primeira edição do evento foi colocar isso realmente no radar, e tudo indica que essa segunda edição vai se consolidar de vez – estamos com expectativa de talvez até dobrar o público participante este ano. O que diferencia o FIINSA é realmente mostrar, além de promover painéis de altíssimo nível no coração da Amazônia, é mostrar na prática, com oficinas, sessões de pitchs, estandes de negócios, o que de fato está acontecendo e quais são os caminhos para construir essa nova economia”, analisa Juliana Teles, cofundadora do Impact HUB Manaus. Nesta nova edição, os resultados esperados são a consolidação de recomendações estratégicas para fortalecer o ecossistema de impacto na Amazônia: “Nós acreditamos que essa é uma agenda extremamente importante, não só para a Amazônia mas para o Brasil, à medida que o país assumiu compromissos de redução de emissões fortes na COP27. E não é possível atingir esses compromissos se nós não construirmos essa nova economia que a região precisa, para promover prosperidade e desenvolvimento com a conservação de florestas e a redução de desigualdades. O Festival pode ser considerado um pontapé inicial, um centro de ebulição intelectual em torno das soluções que nós precisamos construir para trilhar esse caminho,” avalia Cenamo. O 2º FIINSA é realizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e Impact HUB Manaus. É correalizado pela AMAZ aceleradora de impacto, Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e Uma Concertação pela Amazônia.  Conta com patrocínio do Fundo Vale, Instituto Clima & Sociedade (iCS), Partnerships For Forests, Uk Government, Amazon Investor Coalition, Instituto Sabin, Fundo JBS pela Amazônia, Americanas S.A, SAP, GBR, Coca-Cola, Swarovski, MJV e Cooperação Alemã GIZ, e apoio de vários parceiros como Rede Amazônica e Fundação Certi. A programação completa pode ser acessada no site: http://dev99.fiinsa.org.br/